Vegan Nata

Criar uma versão vegana do mais emblemático artigo da pastelaria portuguesa — o pastel de nata — podia ter tudo para correr mal. Mas com a Vegan Nata, Luís, Ana Rita e João provaram que, afinal, era uma missão possível.

A ideia para abrir este negócio partiu, precisamente, da vontade de desmistificar o pressuposto de que para seguir uma alimentação vegana e saudável, os alimentos não podem saber ao mesmo que as suas versões “normais.” Para isso, Ana Rita, nutricionista, trabalhou na receita da Vegan Nata durante quase um ano. O resultado é um pastel de nata que não fica aquém da receita tradicional, mas que ostenta orgulhosamente o V-Label, um selo internacional que certifica a autenticidade e a qualidade de produtos veganos.

Além disso, Luís explica que a cozinha onde produzem os pastéis de nata é uma cozinha vegana, onde não há manipulação de matérias primas de origem animal, por isso não existe qualquer risco que comprometa o selo de certificação da Vegan Nata. Esta preocupação não é de estranhar, já que os três sócios da Vegan Nata, antes de embarcarem nesta aventura, já se dedicavam à alimentação e ao meio ambiente. Para além de Rita, que vem da área da nutrição, Luís trabalha em transformação e substituição de artigos de plástico, tais como pratos ou talheres, que tem como objectivo eliminar este tipo de artigos da cadeia de restauração, e João Gouveia mantém outro negócio de sumos detox e alimentação saudável.

Mas a Vegan Nata, diz Luís, é o produto que querem “levar aos quatro cantos do mundo.” E, aos poucos, já o estão a fazer. Muitos clientes ficam a conhecer estes pastéis de nata através do boca-a-boca de outros clientes que lhes gabam a qualidade. Dos 18 aos 80 anos, há aqueles que procuram uma alternativa vegana ao doce tradicional, mas também há aqueles que vão à Vegan Nata “apenas comer um pastel de nata”, sem quaisquer preocupações. Luís orgulha-se das críticas positivas ao negócio que criou, mas principalmente de ver clientes tão satisfeitos que repetem a experiência.

Luís explica que, “para mantermos a ‘portugalidade’ do pastel de nata tínhamos de ter algum bairro específico” para estabelecer o negócio. E Campo de Ourique, afirma, “tem sempre aquele encanto.”

A Vegan Nata pode até seguir uma tendência de preocupação com a alimentação e de procura por alternativas vegetarianas ou veganas, mas não esquece o carácter intrinsecamente português do produto que vende. Luís explica que, “para mantermos a ‘portugalidade’ do pastel de nata tínhamos de ter algum bairro específico” para estabelecer o negócio. E Campo de Ourique, afirma, “tem sempre aquele encanto.” O bairro foi, por isso, o ponto de partida ideal para abrirem a primeira loja.

Luís recorda a abertura da Vegan Nata como o melhor momento da história deste negócio. Foi o culminar da visão dos três sócios, depois de toda a burocracia inevitável para tornar qualquer sonho em realidade. “É como se fosse marcar um golo depois de muitos treinos”, descreve Luís. O pior momento foi, sem dúvida, terem-se visto obrigados a fechar a loja por causa da pandemia. Mas, sem dúvida, a Vegan Nata tem tudo a seu favor para voltar e retomar a sua conquista do mundo, um pastel de nata vegano de cada vez.

Texto: Raquel Magalhães
Fotografia: Alice Bracchi

Produtos

Caixa com 6 Unidades Vegan Nata

€7,00

Caixa com 12 Unidades Vegan Nata

€13,50
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