Aloma

A história da Aloma começou a ser escrita numa véspera de Natal há quase 80 anos. A 24 de Dezembro de 1943, a pastelaria abria as suas portas aos habitantes de Campo de Ourique para adoçar a noite da consoada. E todos os dias desde então — as suas especialidades requintadas fizeram com que rapidamente se tornasse uma referência no bairro.

Nas suas quase oito décadas de vida, a Aloma foi passando por várias mãos e vai agora no seu terceiro proprietário. João Castanheira adquiriu o negócio da pastelaria em 2009, diz ele que por mero acaso. Já tinha tido outros negócios tais como ginásios ou oficinas automóveis, e na altura trabalhava como vendedor na área da farmácia. Mas desengane-se quem pense que a Aloma surgiu como apenas mais uma oportunidade passageira.

Este é O negócio. É uma parte importante da minha vida.

Nos mais de dez anos que passaram desde que tem a Aloma nas mãos, João conseguiu que a pastelaria crescesse e ganhasse maior notoriedade.

À loja de Campo de Ourique juntaram-se outras espalhadas pela capital, mas a Aloma não se quis ficar por Lisboa e, para além da loja a norte, em Vila Nova de Gaia, começou a exportar os seus produtos para todo o mundo.

Em 2012 deu-se outro acontecimento que marcou a história da Aloma. O pastel de nata, uma das especialidades da casa, foi eleito o “Melhor Pastel de Nata de Lisboa”, galardão que voltou a conquistar em 2013 e em 2015.

Mas João garante que não foram estes troféus que garantiram o sucesso que a pastelaria tem vindo a conhecer. “Se nós ganharmos por ganhar e não fizermos nada, se não tivermos vontade de nos dinamizar e crescer, não nos vale de nada.

Em 2012 deu-se outro acontecimento que marcou a história da Aloma. O pastel de nata, uma das especialidades da casa, foi eleito o “Melhor Pastel de Nata de Lisboa”, galardão que voltou a conquistar em 2013 e em 2015.

E vontade de crescer é coisa que não falta a este negócio. A equipa da Aloma conta já com mais de 100 pessoas, e os clientes não vêm apenas de Campo de Ourique, mas de toda a cidade e até do estrangeiro.

Apesar disso, a pastelaria continua a ser definida pela tradição. Todos os produtos — os pastéis de nata, os croissants, os palmiers, entre tantos outros — continuam a ser produzidos artesanalmente, a partir dos melhores ingredientes. Aliás, não podia ser de outra forma. A Aloma conta com clientes fiéis, hoje nos seus 70 ou 80 anos, que se lembram de ir à primeira loja de Campo de Ourique desde pequeninos e continuam a fazê-lo todos os dias.

A loja está diferente, é certo. Hoje parece mais uma pastelaria nascida da imaginação de Wes Anderson, com uma parede repleta de caixas perfeitamente simétricas, do que um espaço quase centenário. Mas numa outra parede, pendurada sob um foco de luz, há uma fotografia a preto e branco da Aloma de outros tempos, para nos lembrar que, por mais que cresçamos, não somos nada sem a nossa história.

Texto: Raquel Magalhães
Fotografia: Alice Bracchi

Endereço: R. Francisco Metrass 67

Telefone: 21 396 3797


Produtos

Pastéis de Bacalhau 4 unidades

Croissant Parisiense Simples / Com Recheio 2 unidades

Sortido Húngaro Simples / Com Recheio 300g

Pão Alentejano 750g

Rissóis de Leitão 4 unidades

Pataniscas de Bacalhau 4 unidades

Caixa de 6 Pastéis de Nata

Pão Saloio 800g

Vianas 4 Unidades

Folhado de Espinafres 4 unidades

Empanadilhas de Frango 4 unidades

Pão Com Chouriço 4 Unidades

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